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Surto de febre amarela em outros Estados não deve provocar corrida aos postos de saúde em GO


O número crescente de casos de febre amarela em Minas Gerais não deve provocar corrida aos postos de saúde em Goiás, alerta a Secretaria Estadual de Saúde. De acordo com o órgão, Goiás conta com uma cobertura vacinal superior ao do Estado vizinho, com cerca de 94% da população imunizada. A gerente de Vigilância Epidemiológica, Magna Maria de Carvalho, afirmou em coletiva de imprensa concedida na manhã desta sexta-feira (27) que o Estado tem condições suficientes de vacinar todos aqueles que ainda não foram imunizados. De acordo com ela, quem já tomou ao menos duas doses da vacina não precisa se preocupar em tomar nova dose.“A gente orienta àquelas pessoas que tem dúvida a procurarem seu cartão de vacina porque isso é fundamental. Se a pessoa já tiver vacinado, não há necessidade de revacinar. Isso não traz nenhum benefício e pode, inclusive, expor a pessoa a algum risco e ela pode acabar tomando a oportunidade de alguém que precisa, enchendo os postos sem necessidade”, destaca a gerente. Já a recomendação para quem não encontrou seu cartão é que procure o posto mais próximo e tome a vacina.Nos próximos dias, a SES pretende reforçar a imunização nos dez municípios com a menor cobertura do Estado, incluindo dois que são fronteiriços com Minas Gerais. Estão na lista Baliza, Adelândia, Aruanã, Jussara, Campinaçu, Amaralina, Trindade, Sítio da Abadia, Guarani e Itarumã.Para dar conta da demanda, Goiás recebe, de forma rotineira, 80 mil doses mensais da vacina contra a febre amarela. Neste mês, o Estado recebeu o reforço de 30 mil doses extras. “Temos o suficiente para vacinar todas aquelas pessoas que ainda não foram vacinadas. Não temos vacina para toda a população e não há essa necessidade”, frisa Magna.Nem todos, porém, estão aptos a receber a dose. É o caso, por exemplo, de gestantes e crianças menores de seis meses. Para as pessoas com esses perfis, são indicados cuidados para evitar a picada do mosquito transmissor da doença. “Pessoas que morem ou vão adentrar em região de mata, sempre é importante ter aqueles cuidados adicionais, como usar roupas de cores claras e que cubram a maior parte do corpo, usar repelente e evitar adentrar a região de mata nos horários em que há maior risco de o mosquito picar, que são o início da manhã e o final da tarde”, lista Magna.A gerente destaca também que apesar de macacos também serem acometidos pela doença, eles não são transmissores. O alerta para o caso de um desses animais ser encontrado morto é que o serviço de saúde das secretarias municipais seja informado imediatamente.Doença endêmicaMagna ressalta que a febre amarela é uma doença endêmica no Estado, com casos recorrentes, apesar da grande taxa de imunizados. Dados da SES mostram que em 2015 foram seis registros da doença em Goiás, com 4 óbitos. Em 2016 foram três casos e três óbitos.Neste ano há três casos suspeitos em averiguação, com um óbito registrado. Um dos casos é o de um andarilho que veio de Minas Gerais e está hospitalizado no município de Piranhas. O segundo caso é o de um homem de 58 anos, residente em Luziânia, que morreu na última quarta-feira (25), após ser internado em Brasília. O último é o de uma gestante que está internada em Novo Gama, no entorno do Distrito Federal.Segundo Magna, todos os casos estão sendo investigados não só por febre amarela, mas também por outras doenças, como a dengue e a leptospirose.


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